Os nossos últimos dias de viagem foram passados em Hong Kong. Esta é uma cidade enorme, muito alta e com muito ruído; mas das melhores que estivemos nesta viagem.
Ao chegarmos ao terminal de Hong Kong, vindos de Macau, tinhamos o Randy, o nosso anfitrião, à nossa espera. Ele levou-nos até casa para pousarmos o material e, de seguida, encaminhou-nos a um restaurante local; aqui comemos um prato muito típico que é uma sopa com uns noodles cujos ingredientes são à escolha do cliente tal como os diferentes tipos de carne e peixe que compoē o resto do prato.
Não tivemos muito tempo por aqui, por isso, fizemos o roteiro dos turistas. No primeiro dia de passeio percorremos a zona central da cidade para conhecermos a área e, depois do almoço, resolvemos ir passear para o outro lado da ilha de Hong Kong. Apanhamos um barco e em menos de nada estavamos em Kowloon. Por aqui fomos caminhar, para o meio da confusão, na enorme avenida cheia de lojas, e nas suas ruas perpendiculares onde se encontra o muito procurado ladies market, ou o mercado das mulheres; este é um mundo de malas e malinhas, sandalias, sapatos e chinelos, acessórios, enfim, tudo o que uma mulher gosta, quer, precisa e não precisa. A avenida é bastante grande e , só depois do por-do-sol é que chegamos ao porto para ver a tão conhecida sinfonia das luzes. Este é um espectáculo feito todas as noites de de luzes dos maiorrs arranha-céus que se movem ao sabor da musica de fundo.
Para quem não saiba, Hong Kong é uma cidade construida numa ilha e está cheio de colinas. As infra-estruturas que encontramos são, simplesmente, fantásticas. Há uma plataforma de escadas rolantes que conecta a baixa da cidade ao topo sem termos de fazer muito esforço, pois para subir existem escadas rolantes; para baixo, vai-se ao sabor da gravidade, quer de escadas normais ou usando a rampa. A cidade é grande e este sistema de ajuda é óptimo e ganha-se algum tempo. Melhor que tudo e que podemos irvapreciando os arranha-céus e as cores das luzes da cidade ao mesmo tempo que nos encaminhamos para onde queremos ir.
No nosso segundo dia aqui fomos almoçar a um restaurante muito peculiar.ca comida não era nada de jeito mas a maneira como as coisas aconteciam é que é interessante de se experienciar. Para comer temos um papel e andamos à procura do que queremos; ao escolhermos, quem nos serve, poe-nos um carimbo no dito papel e no final paga-se tudo junto. Foi uma experiência engraçada, pois, ali, ninguém falava inglês e nós também não somos especialistas em chinês ou em cantonês. Conseguimos desenrascar-nos com a ajuda do Randy que já conhecia bem sitio. Ao terminarmos era tempo de irmos ver mais uma paisagem, desta vez, subimos de electrico até ao pico Victoria, do lado de Hong Kong. Lá, nas alturas, parecia que os prédios de 50andares tinham uns simples 20. A vista é muito bonita, e juntamos a esta beleza uma caminhada pela estrada à volta do pico, onde se podia respirar ar puro tendo como vista a floresta de betão que é Hong Kong.
Não pudemos ir embora sem antes ficar escuro, pois , queriamos ver a cidade bem iluminada, e cheia de vida.
Esta foi a nossa passagem rápida por Hong Kong, uma cidade caótica que chamou a nossa atenção no bom sentido.
Está na hora de regressar a casa. Os cinco meses estão a terminar, é tempo de regressar para os nossos e, de trabalhar. Com esta viagem voltamos um bocadinho mais ricos de conhecimento, conhecidos e alguns amigos também. Queremos também dizer que estamos muito felizes por termos conseguido angariar o dinheiro necessário para ajudar o Refugio Aboim Assenção. Obrigado a todos vós que nos ajudaram.
A todos os que nos seguem, ou mesmo a todos os curiosos que vão passando por aqui, a viagem não termina aqui. Continuaremos a postar coisas novas aqui ou no facebook.
Em suma, esperamos que tenham gostado e que tenha servido de inspiração ou incentivo para também vocês viajarem por ai.
Proxima viagem:
Tam tam tam tam....
Segunda-feira, 25 de Março de 2013
Quarta-feira, 20 de Março de 2013
Macau
Macau para nós portugueses tem outro significado. Não é apenas mais uma cidade asiática; é uma cidade asiática que teve sob suberania portuguesa por 500 anos.
A nossa primeira impressão de Macau começou no voo de Bangkok para aqui quando nos entregaram os papeis necessários para o visto, aquando a nossa chegada. Estes papeis estavam em chinês e português. No aeroporto tudo está traduzido para português. Ou melhor, para mandarim. Todas estas pequenas coisas fizeram-nos sentir em casa, uma casa distante da nossa, mas ainda assim, um sitio bastante confortável para se viver. No aeroporto tinhamos também o Pedro que foi o nosso anfitrião em Macau. Com ele fomos jantar, e, nada melhor do que um bitoque e uns bifinhos com cogumelos que tão bem souberam depois de meses a comermos noodles e arroz.
Ficamos na Taipa a ilha que está em frente à ilha de Macau. Foi por aqui que passeamos no nosso primeiro dia. Aqui, já começamos a sentir a presença dos nossos compatriotas em pequenos pormenores como a calçada portuguesa ou as casas coloniais. Vemos nas lojas de souvenires galos de barcelos e bandeiras de Portugal à venda. Há também muitos cafés que fabricam pasteis de nata (mas estes não são nada parecidos de sabor, apenas na aparência). Para terminarmos bem a tarde decidimos ir ao Venezian, um hotel casino, que diz quem sabe, ser igual ao de Las Vegas; tem apenas uma pequena diferenca, é aqui, neste casino que se faz mais dinheiro em todo o mundo. Antinamente Macau era a Las Vegas asiática. Já não. Agora Las Vegas é que é a Macau americana. Macau faz tanto dinheiro com os casinos que apenas usa 7% do orçamento de estado. Que jeito daria os outro 93% a um país que cá eu sei. Bom, voltando ao Venezian, como o nome indica, é a Veneza macaense. Dentro do hotel/ casino existe uma réplica de Veneza, com um canal com gondolas e com gondoleiros que vão cantando para todos. Até há uma réplica bem feita da praça de São Marcos. Os prédios sao tal e qual como a Veneza original que tão bem conhecemos e o tecto esta pintado de azul, uma excelente réplica do azul do céu que nunca fica com nuvens e aqui temos a certeza que não vamos levar com uma molha de alguma chuva que pudesse aparecer. E também como na cidade original, o que não pode faltar aqui são as lojas de todas as marcas e mais algumas. Todos estes pormenores fazem com que nos esqueçamos que estamos dentro de 4 parecdes.
Nós até queriamos ter perguntado se poderiamos ver uma suite, mas a nossa roupa de fim de viagem já não está na melhor das condições e tivemos de desistir da ideia, mas fomos até ao casino para passear (e somente passear). A meio da tarde, já estava cheio de gente a fazer as suas apostas eva lavar algum do dinheiro que pudesse estar com alguma poeira.
Finalizamos este dia com umas pataniscas e um ensopado de borrego. Antes de irmos descansar e para fazermos a disgestão nada melhor do que um bom filme, o escolhido foi Samsara , o qual, recomendamos a todos.
O dia seguinte foi dedicado a Macau. De manhã, apanhamos o autocarro com o Pedro que ia para o trabalho. Paramos em frente ao hotel / casino Lisboa que é um edificio enorme e bastante rico por dentro. Encaminhamo-nos para a baixa da cidade muito tradicional portuguesa, foi quase como se andassemos pelo centro de alguma cidade em Portugal. Na baixa temos o Largo do Senado e aqui encontramos o Edificio do Leal Senado , a Santa Casa da Mesericordia, várias pharmácias e correios. Fomos também conhecer as ruínas de São Paulo, a fortaleza do Monte, a igreja de Santo Agostinho e de Sāo Domingos. Pela hora de almoço emcontramos o Pedro que nos levou a um restaurante português. A rua onde se situava o restaurante era bastante curiosa pois tinha resturantes chineses de um lado, e , o resturante portugues do outro; vimos os portugueses e macaenses sentados de um lado da rua e os chineses do outro. Cada um comcos seus comeres, beberes e sociologias. Genial.
Vamos embora de Macau com um sorriso. Fomos tratados muito bem, vimos uma cidade bonita, a cidade mais portuguesa da Asía e senão do mundo. Matamos em parte as saudades da nossa comida e, fizemos mais um amigo. Só podemos estar felizes por esta passagem. Ao Pedro um muito obrigado por estes dias que serão recordados.
Vamo-nos encaminhar para Hong Kong, a nossa última cidade antes de irmos para casa. Sabemos que não será tão calma como Macau nem terá vestigios de portugueses, mas saberemos tirar o melhor partido do nosso tempo.
Um Até já para todos e o resto de uma boa semana.
PS - nesta semana de dia do Pai queremos felicitar todos os pais, principalmente, queremos dar um grande beijo e abraço aos nossos que são os nossos pilares. A eles só podemos desejar tudo do melhor que connosco estão sempre presentes.
Sexta-feira, 15 de Março de 2013
Nós pelas cozinhas Asiaticas
Hoje queremos fazer uma crónica diferente. E o temos o tema ideal, a cozinha.
Para todos os que nos conhecem sabem que até somos bons nesta área. Em casa há sempre um pouco de tudo, gostamos de variar e, principalmente, de ter o sabor do mundo nos nosso pratos.
Aqui no sudeste asiatico estivemos a aprender com chefs e, em escolas especializadas.
A nossa primeira experiência foi em Bangkok. Chegamos cedo a escola e antes de começarmos a classe fomos fazer uma visita ao mercado. Os mercados são iguais no mundo todo, uma mistura de cheiros e de cores. O que varia são os productos que estão a ser vendidos, por exemplo aqui há imensos tipos de gengibre, tem folha de lima, folha de café, noodles frescos, basilico com sabor a anis, crepes frescos ou fritos, sopas muito boas e muito mais. Quando terminamos a nossa visita e as compras para a nossa manhã de cozinha regressamos à escola. Aprendemos a fazer pasta de caril vermelho e fazer um caril de galinha com este mesmo caril feito por nós. Aprendemos ainda a fazer uma salada de noodle transparente com vegetais, cozinhamos galinha em leite de coco, galinha com cajus, bolo de peixe e bolo de milho (tipo pataniscas), e, para sobremesa banana em leite de coco. Levamos uma manhã a confecionar estes pratos. Fizemos tudo desde cortar os alimentos, saltea-los na wok e assim que estava feito comiamos. Cozinhamos 5 pratos e comemos que nos fartamos. Para além disso, aqui na Asia, ao contrário da Europa, cozinham-se doses individuais que cada um leva entre 5 a 10 minutos a fazer e sabem maravilhosamente bem.
A vontade de aprender continuou e assim que chegamos ao Camboja também metemos mãos à obra, ou na wok. Aqui não fizemos tantos pratos nem com tanto embelezamento como anteriormente, mas ampliamos o nosso cardápio. Aprendemos a fazer para entrada crepes frescos com papel de arroz,e salada de manga verde; para primeiro prato, amok com peixe e outro com galinha (prato tipico de Camboja) e para sobresema escolhemos faze abobora em leite de coco e banana em leite de coco, Foi uma super refeição.
Temos de dizer que depois destes dois dias de cozinha a nossa cultura culinária está mais rica. Divertimo-nos muito a aprender e a comer.
Queriamos partilhar com todos vos estes dois dias diferentes que tivemos durante a nossa viagem. Face a receitas, postaremos mais tarde algumas dos pratos mais deliciosos e faceis para tentarem em casa. Ou melhor e mais facíl, podemos combinar e fazer um almoço ou um jantar com sabores asiaticos. Alguém interessado?
Um bom fim de semana para todos
Para todos os que nos conhecem sabem que até somos bons nesta área. Em casa há sempre um pouco de tudo, gostamos de variar e, principalmente, de ter o sabor do mundo nos nosso pratos.
Aqui no sudeste asiatico estivemos a aprender com chefs e, em escolas especializadas.
A nossa primeira experiência foi em Bangkok. Chegamos cedo a escola e antes de começarmos a classe fomos fazer uma visita ao mercado. Os mercados são iguais no mundo todo, uma mistura de cheiros e de cores. O que varia são os productos que estão a ser vendidos, por exemplo aqui há imensos tipos de gengibre, tem folha de lima, folha de café, noodles frescos, basilico com sabor a anis, crepes frescos ou fritos, sopas muito boas e muito mais. Quando terminamos a nossa visita e as compras para a nossa manhã de cozinha regressamos à escola. Aprendemos a fazer pasta de caril vermelho e fazer um caril de galinha com este mesmo caril feito por nós. Aprendemos ainda a fazer uma salada de noodle transparente com vegetais, cozinhamos galinha em leite de coco, galinha com cajus, bolo de peixe e bolo de milho (tipo pataniscas), e, para sobremesa banana em leite de coco. Levamos uma manhã a confecionar estes pratos. Fizemos tudo desde cortar os alimentos, saltea-los na wok e assim que estava feito comiamos. Cozinhamos 5 pratos e comemos que nos fartamos. Para além disso, aqui na Asia, ao contrário da Europa, cozinham-se doses individuais que cada um leva entre 5 a 10 minutos a fazer e sabem maravilhosamente bem.
A vontade de aprender continuou e assim que chegamos ao Camboja também metemos mãos à obra, ou na wok. Aqui não fizemos tantos pratos nem com tanto embelezamento como anteriormente, mas ampliamos o nosso cardápio. Aprendemos a fazer para entrada crepes frescos com papel de arroz,e salada de manga verde; para primeiro prato, amok com peixe e outro com galinha (prato tipico de Camboja) e para sobresema escolhemos faze abobora em leite de coco e banana em leite de coco, Foi uma super refeição.
Temos de dizer que depois destes dois dias de cozinha a nossa cultura culinária está mais rica. Divertimo-nos muito a aprender e a comer.
Queriamos partilhar com todos vos estes dois dias diferentes que tivemos durante a nossa viagem. Face a receitas, postaremos mais tarde algumas dos pratos mais deliciosos e faceis para tentarem em casa. Ou melhor e mais facíl, podemos combinar e fazer um almoço ou um jantar com sabores asiaticos. Alguém interessado?
Um bom fim de semana para todos
Segunda-feira, 11 de Março de 2013
Sul do Camboja: Kep e na Rabitt Island
Antes de tudo, temos de pedir desculpa a todos os que estejam a ler esta crónica embrulhados num cobertor.
Kep é uma pequena aldeia caracterizada por ter uma grande abundância de gastronomia maritima, especialmente de ostras, camarão e caranguejos. Não hà muito que se faça a não ser ir até à pequena praia, e claro, passar pelo mercado onde encontramos uma grande variedade de comidas, entre elas, peixes bem grandes, lulas e camarões; quanto aos carangueijos, somos nós que os escolhemos e são cozinhados para nós no momento do pedido. Verdade seja dita que o resultado final é ,simplesmente, delicioso - especialmente se forem fritos com molho de soja e pimenta local.
A 25minutos de Kep (de barco), está a Rabitt Island ou traduzido, a ilha do coelho. Tem este nome pois a ilha assemelha-se a um coelho (mas não existem coelhos por aqui). Estamos na reta final da nossa viagem, e, esta ilha pequena, com pouca gente foi a eleita para passarmos uns dias a descansar sem fazer nada. O chamado dolce fare niente. Para perceberem um pouco desta ilha, ela terá cerca de 6kilometros na sua totalidade, tem uma montanha a meio e a praia ao redor. E por ser pequena as infra-estruturas também são básicas havendo electricidade apenas das 18h às 23h.
O areal não é extenso e o nosso bengalow situa-se nem a 10 metros do mar. Quando dormimos são as ondas do mar que nos embalam. Todos os bengalows têm redes, e a siesta é feita aí. Por aqui, não estamos sozinhos, encontramos um casal de catalães, o David e a Indra, que como nós andam à descoberta da Asia, e por aqui, pararam para um descanso da viagem que estão a fazer. Com eles passamos uma excelente semana de descanso em que todos os dias começavam com um prato enorme de frutas e um mergulho no mar. Aconselhamos a todos esta ilha, muito genuína, rústica e imbatível quanto a preço/qualidade no sudeste asiático.
Como já dissemos antes, estamos mesmo a reta final. Já não vai haver mais dias repetidos. Agora o nosso caminho é feito para chegarmos a casa mas até lá ainda teremos as nossas últimas aventuras. Como sempre, vamo-vos mantendo ao corrente de tudo o que se passa.
Até lá tenham uma boa semana.
Kep é uma pequena aldeia caracterizada por ter uma grande abundância de gastronomia maritima, especialmente de ostras, camarão e caranguejos. Não hà muito que se faça a não ser ir até à pequena praia, e claro, passar pelo mercado onde encontramos uma grande variedade de comidas, entre elas, peixes bem grandes, lulas e camarões; quanto aos carangueijos, somos nós que os escolhemos e são cozinhados para nós no momento do pedido. Verdade seja dita que o resultado final é ,simplesmente, delicioso - especialmente se forem fritos com molho de soja e pimenta local.
A 25minutos de Kep (de barco), está a Rabitt Island ou traduzido, a ilha do coelho. Tem este nome pois a ilha assemelha-se a um coelho (mas não existem coelhos por aqui). Estamos na reta final da nossa viagem, e, esta ilha pequena, com pouca gente foi a eleita para passarmos uns dias a descansar sem fazer nada. O chamado dolce fare niente. Para perceberem um pouco desta ilha, ela terá cerca de 6kilometros na sua totalidade, tem uma montanha a meio e a praia ao redor. E por ser pequena as infra-estruturas também são básicas havendo electricidade apenas das 18h às 23h.
O areal não é extenso e o nosso bengalow situa-se nem a 10 metros do mar. Quando dormimos são as ondas do mar que nos embalam. Todos os bengalows têm redes, e a siesta é feita aí. Por aqui, não estamos sozinhos, encontramos um casal de catalães, o David e a Indra, que como nós andam à descoberta da Asia, e por aqui, pararam para um descanso da viagem que estão a fazer. Com eles passamos uma excelente semana de descanso em que todos os dias começavam com um prato enorme de frutas e um mergulho no mar. Aconselhamos a todos esta ilha, muito genuína, rústica e imbatível quanto a preço/qualidade no sudeste asiático.
Como já dissemos antes, estamos mesmo a reta final. Já não vai haver mais dias repetidos. Agora o nosso caminho é feito para chegarmos a casa mas até lá ainda teremos as nossas últimas aventuras. Como sempre, vamo-vos mantendo ao corrente de tudo o que se passa.
Até lá tenham uma boa semana.
Sexta-feira, 8 de Março de 2013
Kompom Cham e Phnom Penh
Saimos da atribulada e caótica cidade de Siem Reap com destino a Kompom Cham. A ideia era ir para uma pequena cidade à beira do rio Mekong. A viagem de autocarro fez-se bem, e, numa pequena paragem pelo meio, havia à venda uma iguaria local, tarantulas. O Fred curioso pelo aspecto e tambem pelo cheiro, (cheirava a algo frito em cebola e alho), resolveu experiementar; a maioria dos turistas juntaram-se à nossa volta para ver em primeira mão um corajoso turista e, claro, queriam saber a sua opinião. Acabou por ser uma experiência tão boa que a voltou a repetir! Chegamos ao nosso destino e, assim que pousamos o nosso material fomos encontrar-nos com a dupla Nuno e Joana, Globonautas, que estão a fazer de bicicleta a sua viagem desde a Nova Zelandia até Portugal, Leiria com previsões de chegada para 2014. Passamos com eles ums belos dias recheados de conversas sobre as inumeras viagens experiênciadas por eles e algumas por nós. Para além de estarmos com eles visitamos esta pequena cidade com pouquissimos turistas que deu para ver como era o dia a dia deste povo. Não varia muito dos demais que o rodeiam. Aqui, fomos todos passear até à ponte de bamboo, a principal atracção local, que tem quase um quilometro de distancia e que nela passam motos, carros de bois e cavalos e até jipes. Devido á cheias anuais, parte desta ponte cai, sendo reconstruida na época seca.
Saímos de Kompom Cham para a capital, Phnom Penh. Aqui encontramos como em todas as cidades, mais pobreza, muitas mais pessoas na rua, toda a gente com lojas umas em cima das outras, cheiros nauseabundos, enfim, cidade. Nesta cidade hà imensos mercados, e, nós ficamos perto do maior e mais diversificado, o mercado central. Aqui encontra-se de tudo; barraquinhas de comida, fruta e vegetais, a barraquinha do sumo de cana de açucar que aqui adicionam um toque de laranja, relogios, material de cozinha, malas, oculos de sol, cosméticos, roupa, etc.
Não ficamos muito tempo por aqui, até porque se antes das nossas aventuras a Catarina gostava de cidades, agora somos mais da opinião que quanto menos tempo estejamos numa melhor.
O melhor que tiramos de cada cidade é quase sempre o mesmo, mudando uma coisa ou outra. Falamos de comer bom e barato, internet veloz para comunicarmos para casa e para a Antena 1, e serviços que a cada um é conveniente. Tirando isto, a nosso ver e em regra geral, grandes cidades um paises subdesenvolvidos são paragens secundárias, quase de terceira divisão.
Vamos continuar para sul, para as praias.
Sexta-feira, 1 de Março de 2013
Como viajar so com a roupa do corpo
Terça-feira, 26 de Fevereiro de 2013
Angkor Wat - a oitava maravilha do mundo
Angkor Wat, a oitava maravilha do mundo
Saimos de Bangkok de madrugada rumo à fronteira com o Camboja. Não é muito facil passar a fronteira devido a questões burocraticas, mas, com um pouco de paciência tudo se faz.
A nossa primeira paragem neste país é Siem Reap, a cidade mais perto dos tempos de Angkor Wat. Temos de explicar que viemos na semana de férias para todas, ou para a maioria, das pessoas no mundo; a passagem de ano chinesa, o carnaval e ainda pelo meio, o dia dos namorados; tudo isto junto a um fim de semana. Resultado, todos os alojamentos estavam cheios, e, os únicos quartos que encontramos eram muito caros. Tinhamos de ter um local para dormir, e não valia a pena desesperar pois sabiamos que em caso de necessidade poderiamos ir até uma pagoda pedir guarida; foi isso mesmo que fizemos, falamos com o monge responsável pelo templo em questão que nos deu autorização para ficarmos alí na nossa primeira noite. A vida numa pagoda começa cedo, e tal como tal, a nossa alvorada foi também às 5h da manhã. Quando já eram horas dos alojamentos estarem a fazer o check-out, lá fomos nós a procura de um quarto. Desenrascamo-nos muito bem e resolvemos tirar a tarde para passearmos um pouco, descansar o corpo das ultimas 30 horas e planear a nossa rota até os templos de Angkor.
Resumindo um pouco a historia do periodo angkoriano; tudo começou com o rei
Jayavarman II que teve o seu mandato de 802 a 850, foi ele que começou a competição entre os diferentes reis do Camboja. Foi uma competição que durou 600 anos, e que se denomina de periodo angkoriano. Foi com o rei Suryavarman II, que teve o seu mandato de 1112 a 1152, que o maior e mais imponente templo foi construido, Angkor Wat. Este templo tinha o objectivo de ser a sua morada final após a sua morte. Todo este império foi dado a conhecer ao ocidente em 1860 pelos franceses, e, apartir desta data, houve e há uma grande afluência a este local. Na verdade im dos primeiros ocidentais, senão o primeiro, foi António da Madalena, um frade Capuchinho europeu, que veio a Angkor em 1585, relatando mais tarde por Diogo do Couto no seculo 17 assim:

"Mea legoa desta cidade
esta hum pagode chamado Angar
edificado em hum capo razo mui fermoso
O qual pagode he de 160
passos de cumprido de tão estranha fabrica,
que se não pode declarar por pena,
nem igualar nenhum outro edificio do mundo com elle
O corpo do meo he de quatro naves,
e o tecto da abobada riquissima,
que sobe em hum croucheo muito alto armado
sobre muitas columnas,
lauradas de todas as sutilezas,
que o engenho humano podia enventar, …"
Face à nossa visita feita mais de 400 anos depois, Nós iniciamo-la em Bantey Srei. Este templo fica longe da cidade e era bastante trabalhoso ir de bicicleta(70km), por isso, fomos com um dos rapazes que conhecemos na pagoda. Ele esteve connosco o dia todo, que começou com o nascer do sol em Angkor Wat, uma passagem em Banteay Srei, e depois do almoço ainda tivemos a oportunidade de conhecer os templos Pre Rup, East Mebon, Neak Pean, Preah Khan, Tam Some o Ta Pronm. - estes ultimos dois, maravilhosos.
Por aqui, hà muitas crianças a vender souvenires e nós mesmo já tendo, por exemplo, postais, não resistimos a uma menina muito nova mas demasiado esperta. Com apenas 6 anos já falava bem inglês e ja contava até 10 em várias linguas.
Com esta dia bem cheio à noite dormimos como uns bébés. No dia seguinte queriamos ir ver o nascer do sol, mas , o cansaço era tanto que nem o despertador ouvimos; o que vale é que está muito calor e não dá para ficar na cama muito tempo, por isso, depois do pequeno almoço e das sandes embaladas para o almoço, fomos alugar uma bicicleta e metemo-nos à estrada. Tinhamos para este dia dois templos para ver, Angkor Wat e a zona de Angkor Tom. Cumprimos este objectivo e ainda tivemos a oportunidade de andar de balão de ar quente e ver das alturas a verdadeira dimensão de Angkor Wat.
O calor aqui faz-se sentir em demasia. Por vezes pedimos, mas em vão, um fresquinho do nosso Portugal. Ou mandariamos para lá uns 10 graus ou assim. Ambos ficariamos contentes, não é assim?
E é com energias quentes e positivas que vos transmitimos como foi a nossa passagem por Angkor.
A nossa primeira paragem neste país é Siem Reap, a cidade mais perto dos tempos de Angkor Wat. Temos de explicar que viemos na semana de férias para todas, ou para a maioria, das pessoas no mundo; a passagem de ano chinesa, o carnaval e ainda pelo meio, o dia dos namorados; tudo isto junto a um fim de semana. Resultado, todos os alojamentos estavam cheios, e, os únicos quartos que encontramos eram muito caros. Tinhamos de ter um local para dormir, e não valia a pena desesperar pois sabiamos que em caso de necessidade poderiamos ir até uma pagoda pedir guarida; foi isso mesmo que fizemos, falamos com o monge responsável pelo templo em questão que nos deu autorização para ficarmos alí na nossa primeira noite. A vida numa pagoda começa cedo, e tal como tal, a nossa alvorada foi também às 5h da manhã. Quando já eram horas dos alojamentos estarem a fazer o check-out, lá fomos nós a procura de um quarto. Desenrascamo-nos muito bem e resolvemos tirar a tarde para passearmos um pouco, descansar o corpo das ultimas 30 horas e planear a nossa rota até os templos de Angkor.
Resumindo um pouco a historia do periodo angkoriano; tudo começou com o rei
Jayavarman II que teve o seu mandato de 802 a 850, foi ele que começou a competição entre os diferentes reis do Camboja. Foi uma competição que durou 600 anos, e que se denomina de periodo angkoriano. Foi com o rei Suryavarman II, que teve o seu mandato de 1112 a 1152, que o maior e mais imponente templo foi construido, Angkor Wat. Este templo tinha o objectivo de ser a sua morada final após a sua morte. Todo este império foi dado a conhecer ao ocidente em 1860 pelos franceses, e, apartir desta data, houve e há uma grande afluência a este local. Na verdade im dos primeiros ocidentais, senão o primeiro, foi António da Madalena, um frade Capuchinho europeu, que veio a Angkor em 1585, relatando mais tarde por Diogo do Couto no seculo 17 assim:

"Mea legoa desta cidade
esta hum pagode chamado Angar
edificado em hum capo razo mui fermoso
O qual pagode he de 160
passos de cumprido de tão estranha fabrica,
que se não pode declarar por pena,
nem igualar nenhum outro edificio do mundo com elle
O corpo do meo he de quatro naves,
e o tecto da abobada riquissima,
que sobe em hum croucheo muito alto armado
sobre muitas columnas,
lauradas de todas as sutilezas,
que o engenho humano podia enventar, …"
Face à nossa visita feita mais de 400 anos depois, Nós iniciamo-la em Bantey Srei. Este templo fica longe da cidade e era bastante trabalhoso ir de bicicleta(70km), por isso, fomos com um dos rapazes que conhecemos na pagoda. Ele esteve connosco o dia todo, que começou com o nascer do sol em Angkor Wat, uma passagem em Banteay Srei, e depois do almoço ainda tivemos a oportunidade de conhecer os templos Pre Rup, East Mebon, Neak Pean, Preah Khan, Tam Some o Ta Pronm. - estes ultimos dois, maravilhosos.
Por aqui, hà muitas crianças a vender souvenires e nós mesmo já tendo, por exemplo, postais, não resistimos a uma menina muito nova mas demasiado esperta. Com apenas 6 anos já falava bem inglês e ja contava até 10 em várias linguas.
Com esta dia bem cheio à noite dormimos como uns bébés. No dia seguinte queriamos ir ver o nascer do sol, mas , o cansaço era tanto que nem o despertador ouvimos; o que vale é que está muito calor e não dá para ficar na cama muito tempo, por isso, depois do pequeno almoço e das sandes embaladas para o almoço, fomos alugar uma bicicleta e metemo-nos à estrada. Tinhamos para este dia dois templos para ver, Angkor Wat e a zona de Angkor Tom. Cumprimos este objectivo e ainda tivemos a oportunidade de andar de balão de ar quente e ver das alturas a verdadeira dimensão de Angkor Wat.O calor aqui faz-se sentir em demasia. Por vezes pedimos, mas em vão, um fresquinho do nosso Portugal. Ou mandariamos para lá uns 10 graus ou assim. Ambos ficariamos contentes, não é assim?
E é com energias quentes e positivas que vos transmitimos como foi a nossa passagem por Angkor.
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